• Thais Bere

3 dicas para quem trabalha remoto e quer passar um período em outro país

Sou autônoma há quase três anos e desde então trabalho de forma remota. Neste período, passei um bom tempo viajando (por semanas ou meses) e, com isso, fui entendendo o que (pra mim) funciona melhor.

Quero começar a compartilhar minha visão sobre o famoso "Nomadismo Digital" - termo que ainda me causa certo desconforto, mas isso é assunto pra outro artigo -. Abro aqui também o espaço para quem quiser discordar, comentar e trazer novos pontos de vistas, que sempre serão muito bons para enriquecer o debate.


1) Confira se o país que você está indo possibilitará o seu trabalho

A gente pressupõe que todos os países do mundo têm internet - e, com isso, poderemos acessar todos os sites e meios de comunicação. Mas não é bem assim. Explico: trabalho com Gestão de Redes Sociais (tendo como foco o Linkedin) e ano passado fui pra Rússia.

Há alguns anos, o governo Russo exigiu que todas as plataformas armazenassem os dados de todos os seus usuários por 6 meses, e o Linkedin não aceitou este termo. Resumo da ópera: eles foram banidos do país. Teoricamente eles já estão voltando a funcionar, mas eu não consegui acessar o perfil dos meus clientes de jeito nenhum.

O meu agravante é ter um termo de Sigilo com os clientes e não poder terceirizar os meus serviços. Enfim… parece uma dica boba, mas, acredite, fará toda a diferença.



2) Fuso horário: quanto maior, melhor?!

Muitos nômades digitais são adeptos a ideia de quanto maior o fuso, melhor, assim podemos aproveitar o dia para conhecer o lugar e a noite para trabalhar (ou vice versa). Pra mim não funciona assim.


É importante lembrar que mesmo estando em outro país, o nosso foco é o trabalho. E isso é a primeira coisa que temos que colocar na cabeça. Pra performar bem, eu preciso estar descansada, então, na minha opinião, o “melhor” é um fuso de no máximo quatro horas de diferença, assim você consegue dormir num horário ok, acordar mais cedo que no Brasil - e, assim, adiantar coisas mais urgentes - e pode turistar no tempo que sobrar.



3) Invista em um bom equipamento (internet inclusive)


Já não temos muitos gastos fixos. Não investir em um bom equipamento e uma boa internet não é uma possibilidade. Como falei, mesmo viajando, nosso foco é o trabalho - o que envolve se comunicar com os clientes e entregar as coisas no prazo -, por isso, investir em um bom computador e num local com boa internet (seja sua acomodação, coworking, café) é crucial.


* Dica bônus: esta serve para todos que estão começando a trabalhar neste formato, não apenas de outro país. Sempre que tiver alguma reunião/ call, verifique a conexão e os equipamentos com antecedência. De novo, parece uma dica boba, mas já passei por muita saia justa de skype não abrir ou descobrir que a internet não performa bem com ligações/ chamadas de vídeo.

Hoje em dia, sempre que tenho call com clientes, faço uma chamada teste com pelo menos 2h de antecedência. Vale ligar pro amigo, pra mãe, pros irmãos.... hahaha! E se algo tiver errado, tenho mais tempo pra solucionar.


Quem já trabalha de outro país, concorda com as dicas?E quem ainda não trabalha, mas quer passar por essa experiência, meu conselho é: vá! E se eu puder ajudar de alguma forma, ficarei feliz.

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