• Thais Bere

Lições que aprendi após um feedback negativo

Certa vez uma pessoa me falou que alguns textos que escrevo por aqui podem ser um tiro no pé, porque costumo escrever sobre os meus "pontos fracos". Sinceramente? Tô nem aí.

Prefiro escrever sobre minhas experiências - por menos glamourosas que elas sejam - do que romantizar ou gourmetizar a vida profissional.


Na semana passada vivi das experiências mais tensas da minha carreira: um cliente falou que não estava satisfeito com o meu trabalho.


Para muitos, essa é uma situação comum. Minha irmã, por exemplo, tem uma agência de PR e todos os meses entram e saem clientes. E vida que segue. Para mim, que nunca fui demitida de nenhum emprego e nesses dois anos como autônoma mantive os mesmos clientes desde o começo*, foi um baque. 


*Acho importante frisar que o meu ponto não é falar o que é melhor ou pior. Ser demitido ou perder clientes não significa falta de capacidade, apenas circunstâncias da vida ou estratégia de negócio.


Passado o susto, listei três lições que tirei disso tudo e resolvi compartilhar com vocês:

 

1- Nunca, em hipótese alguma, deixe as coisas subentendidas


Com esse cliente, especificamente, eu deixei várias pontas soltas. Explico: em nosso contrato, eu deveria fazer x, y e z. O x e o y rodaram desde o começo, sem muito segredo ou stress. O z simplesmente não rolou.


Para mim estava subentendido que esta parte do trabalho não iria pra frente, mas não era o que o cliente esperava.


Comodismo meu? Sem dúvidas. Sabe quando você já tem tanta coisa pra resolver, que dá medo só de pensar em mexer em mais um "problema"?

Mas, acreditem, é melhor resolver qualquer situação o quanto antes e, inclusive, rever o fee que estamos cobrando, do que o cliente simplesmente se cansar e nos dar tchau.



2- Devemos ser nossa própria fonte de motivação 


Uma antiga chefe sempre me falava isso e na época me parecia óbvio. Recém chegada de um intercâmbio e entrando em uma área “nova”, eu estava a todo o vapor. Tudo era novidade. Seis meses depois eu comecei a ficar super desmotivada com o time e com o formato do trabalho - pelo menos era o que eu achava. Resultado: pedi demissão. 


Hoje, como autônoma, trabalhando praticamente sozinha todos os dias e numa área que eu escolhi, eu deveria estar sempre motivada, certo? Certo. Porém, na prática, não é assim que funciona. 


É impressionante como buscamos motivos para nos sabotarmos. Se não é o time, o chefe ou os valores da empresa, serão os clientes, a responsabilidade de cuidar de tudo sozinha ou qualquer outra desculpa. Temos que colocar na cabeça, de uma vez por todas, que se não formos nossa principal fonte de motivação, nada - nem ninguém - será! 



3 - Planejamento é importante, mas ação é muito mais


"Ideia se vende em bacia", como dizem por aí. E é a mais pura verdade. De que adianta milhares de ideias se nenhuma delas vai pra frente? Lembram da atividade "z", que não rolou com o meu cliente? Por um bom tempo propus diversas soluções, mas nenhuma delas foi pra frente. Eu poderia dizer que eu não tive o suporte necessário do cliente para executá-las, mas, pra ser honesta, o item número 2 falou mais alto.


Se não testarmos hipóteses e provarmos qual delas faz mais sentido, como o cliente poderá confiar em nosso trabalho?


Acho que eu precisava desse susto pra repensar diversos pontos da minha vida profissional. Como diz o ditado: "Os sábios aprendem com os erros dos outros, os tolos com os próprios erros os idiotas não aprendem nunca". Cabe a nós escolhermos qual dos três somos :)

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