• Thais Bere

Fake it, till you make it

Eu costumava detestar essa frase.


Sempre lembrava dos coachs, cheios de certezas e frases prontas. Ou dessa onda de empreendedores que está na moda, sabe?


Mas, recentemente, eu estava refletindo sobre como eu comecei nessa vida de autônoma. Meu lema era “meter o louco”. É sério. Eu tinha tanta certeza do que queria - começar a trabalhar com criação de conteúdo de forma remota - que eu me joguei. Lembro que um pouco antes da reunião com meu primeiro cliente (que continua comigo até hoje <3) eu não fazia ideia de como me apresentar e apresentar a minha agência!


“Afinal, o que eu sou? O que eu faço, exatamente? Por que essa pessoa deve contratar minha agência?” - essas eram algumas perguntas que rodavam minha cabeça. Sério, eu estava passando por uma espécie de crise de identidade profissional, rs!

Até que eu cheguei ao seguinte discurso:


“A Reverbere é uma agência de produção de conteúdo e gestão de redes sociais, com foco no Linkedin. Levamos o conceito offsite em nosso DNA e acreditamos que a troca de experiências fora das quatro paredes de um escritório pode ser muito mais efetiva e transformadora. Nossa missão é ajudar as pessoas a divulgarem os seus negócios de forma mais eficaz.”.


Se isso é verdade? Bom, na época, em partes. Eu sempre acreditei que a troca de experiências pode ser muito mais transformadora fora do escritório. E também já havia trabalhado com gestão de redes sociais por alguns anos - nunca como autônoma. Mas a agência, no caso, era apenas eu, rs.


Hoje, um ano e meio depois, eu percebi que eu “faked it” com tanta convicção que as coisas foram acontecendo! Eu consegui os primeiros clientes, tripliquei a minha receita, consegui morar em 2 países nesse meio tempo e o mais gratificante: consegui provar pra mim mesma que eu sou capaz.


Obviamente nem tudo são flores. A pressão de saber que tudo depende de mim, exclusivamente, me tira o sono. O fato de não saber se os clientes continuarão o contrato também.


Mas o que eu quero dizer com tudo isso é que a gente tem que começar a acreditar mais em nosso potencial. Mesmo que no começo a gente não seja o “gênio da lâmpada” e não tenha respostas para tudo - o que aliás, nunca teremos. A partir do momento que sabemos o que queremos , focamos nossa energia neste objetivo e trabalhamos duro, o Universo (ou seja lá em que você acredita) conspira a nossa favor.

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